#NotaPessoal #Morte

Sobre a Morte: quem se apega, naturalmente sofre. Estamos constantemente caindo em armadilhas que nós mesmos criamos para nós ao nos aprisionarmos naquilo que havia nos libertado. Se ao encontrarmos um caminho de libertação, nos escravizarmos nele, então estamos errando. Constantemente nos amarramos em conceitos, em pessoas, em situações... E foram justamente esses conceitos, essas pessoas e essas situações que há um tempo atrás nos libertaram e automaticamente tudo isso se transformou em algo rico e precioso para nós. Claro, não poderia ser diferente. Mas a vida quer mais de nós, e então, de repente ela coloca tudo de cabeça pra baixo e você cai. Cai porque se apegou demais. Cai porque ainda não aprendeu que não deve criar amarras emocionais. Que deveria se amar antes e se autorrespeitar mais. Até as coisas boas e familiares podem doer na alma, pois nada é perfeito. Nem nós. Nem os outros. Nem os conceitos. Então, quando o Mundo dá uma volta e você cai de cabeça no chão é melhor não lamentar e agradecer. Porque instantaneamente vamos descobrindo o quão rico pode ser essa ruptura. Porque ao cair de cabeça, mesmo que doa, você vê o mundo por outro ângulo e um espaço se abre para que você possa crescer e amadurecer mais e mais. O tempo todo estamos trabalhando a desconstrução e a construção de nós mesmos. A vida-morte-vida da alma. Como eu li uma vez “Estamos sempre partindo, estamos sempre dizendo adeus...” e isso nada tem a ver com falta de amor, de gratidão. Só temos que ir, porque assim quis a Vida. E que bom, poder continuar, levando tudo de lindo que se aprendeu e, mais uma vez, desfazer amarras, desamarrando também quem quer que seja... afinal a vida é uma eterna construção da nossa própria liberdade. Acho que é isso a vida. Dizer adeus e ainda amar, amar muito... mas acima de tudo, amar as voltas que o Mundo dá, pois elas te possibilitam crescer, e não existe outro motivo para estarmos aqui, a não ser o crescimento. “As lágrimas são um rio que nos leva a algum lugar. O choro forma um rio em volta do barco que carrega a vida da alma. As lágrimas erguem seu barco das pedras, soltam-no do chão seco, carregam-no para um lugar novo, um lugar melhor.” – Choro só de ler esse texto da Clarissa e aí me dá vontade de remar muito pra frente, me dá uma sensação imediata de liberdade e o choro se torna de gratidão. Estamos finalizando muitos ciclos, Plutão está em Capricórnio desde 2008 e ficará até 2024. Quantas voltas o mundo deu depois disso? Eu perdi a conta e perdi o medo de perder. E vocês? Tatta Gentil #Crescimento #Evolução #Plutão #Astrologia#Medos